Estudo internacional com participação de docente do CFS investiga efeitos cardiovasculares de longo prazo da COVID-19 leve
O Prof. Dr. Guilherme Fleury Fina Speretta, docente do Departamento de Ciências Fisiológicas do Centro de Ciências Biológicas da UFSC, é coautor do artigo recentemente publicado, desenvolvido durante o período em que atuou como professor visitante na Radboud University Medical Center, em Nijmegen, Países Baixos (2023 – 2024). O estudo foi realizado em colaboração com outros pesquisadores, incluindo o Prof. Dick Thijssen, com quem a parceria teve início durante o pós-doutorado do Prof. Guilherme na Inglaterra (2018 – 2019).
O estudo investigou se a COVID-19 leve pode causar alterações cardiovasculares persistentes.
Para isso, foi conduzido um acompanhamento longitudinal de aproximadamente três anos com adultos infectados por SARS-CoV-2 que não necessitaram hospitalização. Foram avaliados 101 indivíduos com COVID-19 leve e 101 controles saudáveis, pareados por idade e sexo. Considerando a ocorrência de reinfecções, os participantes foram distribuídos em quatro grupos: COVID-19/− (n = 45), COVID-19/+ (n = 56), Controle/− (n = 29) e Controle/+ (n = 72).
As avaliações ocorreram cerca de seis meses após a infecção inicial e foram repetidas após três anos, incluindo: fatores de risco cardiovascular (pressão arterial, perfil lipídico, glicemia, entre outros); biomarcadores cardíacos (troponina e NT-proBNP); capacidade funcional (força de preensão manual e velocidade de marcha) e nível de atividade física (acelerometria por 24 horas). As análises foram realizadas por modelos longitudinais (ANOVA de medidas repetidas), com imputação múltipla para tratamento de dados ausentes.
Os dados demonstraram que ao longo dos três anos:
- Não foram observadas alterações significativas nos fatores de risco cardiovascular
- Não houve mudanças nos biomarcadores cardíacos
- A capacidade funcional e o nível de atividade física permaneceram estáveis
- Os resultados foram consistentes, independentemente de reinfecção ou sexo
Esses achados indicam que, em indivíduos não hospitalizados, a COVID-19 não está associada a prejuízos cardiovasculares ou funcionais a longo prazo.
Para mais informações, acesso o artigo:
Vloet JIA, Bakker EA, van der Sluijs KM, Speretta GF, van der Horst A, Eijsvogels TMH, Thijssen DHJ. Changes in cardiovascular health and physical functioning in non-hospitalized, adult COVID-19 patients after 3 years of follow-up. Physiol Rep. 2026 Apr;14(8):e70868. doi: 10.14814/phy2.70868. PMID: 41999044; PMCID: PMC13090529
Figura elaborada com uso de IA generativa (ChatGPT).





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